Fernando Solera

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FERNANDO SOLERA é considerado um dos maiores narradores esportivos da tv brasileira. Ele, que hoje está com 84 anos, nasceu em Ribeirão Preto e começou no início dos anos 50 na PRA-7, Rádio Clube de Ribeirão Preto. Em 1957 veio para a Rádio Difusora de SP e no ano seguinte iria para a Rádio Bandeirantes. Na Bandeirantes Solera fez de tudo. Além de ter sido repórter de campo, comentarista e narrador, também foi disc-jockey apresentando vários programas musicais, tais como Mil Discos é o Limite, Placar Bandeirantes de Sucesso e Agente 840.

1965 - Revista Melodias

1965 – Revista Melodias

1967 - Revista Melodias

1967 – Revista Melodias

1967 - Fernando Solera é o Agente 840

1967 – Fernando Solera é o Agente 840

Fernando Solera - Sucesso no rádio

Fernando Solera – Sucesso no rádio

1970 - Fernando Solera, nome sempre presente na Rádio Bandeirantes

1970 – Fernando Solera, nome sempre presente na Rádio Bandeirantes

Fernando Solera - Sucesso no rádio e na tv

Fernando Solera – Sucesso no rádio e na tv

Solera também foi locutor jornalístico, emprestando sua voz ao Jornal Primeira Hora. A partir de Maio de 1967, com a inauguração da TV Bandeirantes, Solera foi convidado para ser o seu narrador esportivo número um. E o foi desde 1967 até 1983. Depois passou pela TV Record e TV Gazeta, até “ser aposentado” em 2014. Seu estilo de narração esportiva serviu de guia para outros profissionais, dentre eles simplesmente Galvão Bueno. Solera é pai do Dr Fernando Gaya Solera, nomeado pela FIFA como autoridade antidoping no Brasil. Solera criou para a TV Bandeirantes um nome para a jornada esportiva: O Melhor Futebol No Mundo é no 13. Isso veio a fazer com que ele se diferenciasse nas transmissões esportivas em seus tempos de TV Bandeirantes por ser o primeiro narrador da tv brasileira a não gritar o gol. Em vez do interminável gol ele dizia “O melhor futebol do mundo é no 13”. 

Estadão - 1967

Estadão – 1967

1967 - Fernando Solera narrando basquete

1967 – Fernando Solera narrando basquete

Estadão - 1968

Estadão – 1968

1968 - O melhor futebol do mundo no 13 - Criação de Solera

1968 – O melhor futebol do mundo no 13 – Criação de Solera

1969 - Solera apresenta Escolinha de Futebol

1969 – Solera apresenta Escolinha de Futebol

1969 - Solera comanda mesa redonda na Bandeirantes

1969 – Solera comanda mesa redonda na Bandeirantes

Estadão - 1969

Estadão – 1969

O ápice de sua carreira aconteceria em 1970 na transmissão da Copa do Mundo, no México. Além de ser a primeira copa transmitida ao vivo, as emissoras de tv foram obrigadas a formar um pool de transmissão. Assim foram 4 narradores de três emissoras diferentes a fazerem as transmissões: Walter Abrahão e Oduvaldo Cozzi, representando os Diários Associados, a Tupi; Geraldo José de Almeida, a Globo; e Solera, a Bandeirantes. Por se tratar de um pool, Solera não poderia gritar o seu famoso “O melhor futebol no mundo é no 13”. Foi, então, que ele adaptou, exclusivamente para os jogos do Brasil, “O melhor futebol do mundo no barbante deles”.  Na Copa de 70, Solera narrou o primeiro gol do Brasil, na estreia, e também o último, na grande final. Aliás, por haver narrado TRÊS dos QUATRO gols brasileiros na grande final, Fernando Solera recebeu o carinhoso apelido de Boca de Ouro.

Fernando Solera - O Boca de Outro da Copa de 70

Fernando Solera – O Boca de Outro da Copa de 70

A copa de 70, além de ser a primeira a ser transmitida ao vivo, também foi a primeira a ser transmitida em cores, embora — aqui no Brasil — todos os aparelhos ainda fossem em preto e branco.  Nessa época, em suas transmissões, Solera costumava muitas vezes referir-se ao Pelé como “crioulo”. Essa “intimidade” causava certo desconforto em alguns colegas da imprensa. Tanto é que, já no México, um jornalista esportivo fez a seguinte observação:
— Solera, você não acha que é uma falta de respeito, durante a narração, referir-se ao Pelé como crioulo?
E Solera com todo o seu peculiar cavalheirismo respondeu:
— Acho que não. Ainda mais agora que, com a chegada da tv em cores, todo mundo vai poder ver que em preto e branco ou colorido o crioulo é crioulo.
Para matar a saudade, clique no player e assista aos melhores lances do 2º tempo do jogo Brasil 4×1 Itália, na Copa de 1970, narrados por Fernando Solera.

 

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